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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Quando as palavras têm força



"O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós." Jean Paul Sartre


Não é fácil não, minha gente... Mas vale a pena tentar. E a coisa fica meio mágica. É como se uma bola viesse em sua direção e você por não querer aquela brincadeira a arremessasse de volta.
A sintonia é tudo na vida. Ao acordar pela manhã, de preferência uma manhã chuvosa, sem brilho, sem novidades, expectativas e calor. Parece um dia de inverno daqueles bem cinza. Mas você resolve cantarolar, pintar o cabelo de uma cor diferente. Ou então, coloca uma música animada e começa a ensaiar uns passos de dança, de preferência se imaginando a melhor das dançarinas.
Se a casa estiver uma bagunça, sua conta pendurada ou negativa, se o relacionamento esfriou, e a saúde está dando sinais de fadiga, tire o pé do acelerador de todas estas cobranças, frustrações e cansaço e tente aquietar sua mente através de sua respiração pondo ordem na cabeça e nos sentimentos.
Vocês já olharam os problemas depois de enfrentados e solucionados? Ou parecem infinitamente menores do que na verdade os foram no passado ou então o aprendizado foi tão grande e tão necessário que de uma certa forma estamos até agradecidos. Sempre haverá uma oportunidade de ajudar outras pessoas que estão na mesma situação.
No trânsito é tudo meio tumultuado, na maioria das vezes, especialmente para quem vive na cidade grande, e os enfrentamentos são ocasiões para verbalizar tudo que sentimentos de negativo sobre nós mesmos em alguma situação, porém dito ao outro. Neste momento, sendo você, o outro, evite o confronto e simplesmente responda em voz audível para você mesmo. Eu não sou isto que você está dizendo ou eu não vou para onde você está me mandando ir. Você simplesmente se recusa a receber esta bola.
Este jogo pode ser usado em qualquer ocasião. No trabalho, na família, na rua, na sala de aula, enfim em qualquer situação de ameaça, confronto, agressão...
O desconforto do outro com a sua reação é não saber o que você está pensando, devido ao fato de não ter havido uma reação.
Deixe no ar as sintonias negativas lançadas no ar. Não vale a pena o confronto e nem vale a pena aceitar. E eu te garanto que o bobo não será você.
Ju Martinez

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O Mar - Parte III


"Mais adiante, este mesmo mar se tornaria o ponto de partida de muitos amores, e cenário de manhãs tão esperadas, e noites tão comemoradas.
Hoje o mar da minha memória se funde com o mar do presente, o mesmo mar de sempre.
O mesmo barulho, os mesmos navios, as mesmas espumas.
O mar de hoje cochicha barulho nos meus ouvidos e eu devolvo com segredos que somente esta imensidão é capaz de guardar.
Não me importo com o vento salgado que arde meus olhos. Estou diante de um amigo, desses que a gente não cansa de ouvir e de conversar. É bom estar diante deste mar que beija meus pés, mas, que sacode minha vaidade para fora quando teima em respingar minhas vestes com sal e areia.
Eu grito no vento palavras de amor, de raiva, de esperança diante deste azul intenso que não responde. Mas que ensina como um mestre.
Quantos mares eu vivi, quantas ondas foram puladas com meu corpo frágil, quantos braços eu busquei para enfrentar as correntes, quantos risos de alívio foram libertados de um rosto náufrago pela chegada às margens. Mãos em concha jogavam água pro céu que caiam nacaradas em meus cabelos , secos, duros, salgados e cacheados."


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Gosto de ler de tudo um pouco...


É um achado esse texto que vou postar aqui, aos pou - qui -nhos... Há tanta sensibilidade, que arrisco dizer, que dá pra perceber "na pele", cada palavra, como se cada uma delas pudesse nos tocar. É um texto que possui autoria, que em breve divulgarei aqui. É apenas uma palinha de um livro que será lançado.

O Mar - Parte I

"O mar quebrava revolto nas pedras. Ia e voltava numa dança incessante. O barulho das ondas soava alto e aquele rodopio de espumas brancas como um vestido esvoaçando me deixava cada vez mais inebriado.
Eu continuava ali, sentado, ouvindo aquela música, ora murmurando e ora estrondando.
O horizonte perplexo, impassível, me acalmava com sua linha sem arestas. Eu me perguntava porque aquela imensidão azul e verde tinha o poder de atrair tanto aqueles que se aventuravam a desafiá-lo ou aqueles, que sequer o tocavam, como eu , mas simplesmente se contentavam em contemplar tal qual meninos de hoje em frente a bonecos na TV. "